| Ray Bradbury Fahrenheit 451 (1953) (trad. Casimiro da Piedade)
"— (...) Os erros podem ser úteis. Quando era mais jovem, fartei-me de exibir a minha ignorância por aí. E deram-me na cabeça. Quando cheguei aos quarenta, a minha cabeça tinha sido afinada e transformada num excelente instrumento de precisão. Se esconder a sua ignorância, ninguém lhe vai dar na cabeça e nunca irá aprender seja o que for. (...)"
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2022-04-27
Fahrenheit 451 (p.121)
2016-06-11
Elogio da Loucura (p.17)
| Erasmo de Roterdão Stultitiae Laus (1509-1511) (trad. Álvaro Ribeiro)
[VI]
"(...) julgam preclaro imiscuir no discurso latino algumas palavras gregas, compor um mosaico que nem sempre vem a propósito. À falta de palavras exóticas, vão buscar quatro ou cinco fórmulas arcaicas aos pergaminhos pútridos, ofuscando com trevas os olhos do leitor, para que assim os entendedores mais orgulhosamente se deleitem e para que os ignorantes tanto mais admirem quanto menos compreendam. Pois é bem certo que todos encontram prazer no que lhes é mais alheio e distante. A vaidade está nisso interessada; riem, aplaudem, movem as orelhas como o asno que quer desse modo mostrar que compreendeu: (...)" |
2014-06-21
Kim (p.197)
| Rudyard Kipling Kim (1901) (trad. Monteiro Lobato)
"O velho tirou debaixo da mesa uma folha de perfumado papel chinês, de cor amarela, os pincéis e o tijolo de tinta da Índia. Num lineamento severo, ele tinha traçado a Grande Roda com os seis raios, de centro formado pelo Porco, a Serpente e a Pomba (Ignorância, Cólera e Luxúria) e compartimentos com todos os céus e infernos; e todas as possibilidades da vida humana. Dizem os homens que foi o próprio Bodhisar quem primeiro a traçou com grãos de arroz sobre aveia, para ensinar aos discípulos a causa das coisas. os séculos cristalizaram a pintura na mais admirável convenção, coroada por centenas de figurinhas, cada qual com uma significação. Poucos podem traduzir a pintura-parábola; haverá vinte criaturas no mundo que possam traçá-la com segurança, sem modelo, que possam traçá-la e explicá-la, há três."
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2014-06-14
Kim (p.125)
| Rudyard Kipling Kim (1901) (trad. Monteiro Lobato)
"(...) Não há pecado maior do que a ignorância. Nunca se esqueça disto." |
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