| Erasmo de Roterdão Stultitiae Laus (1509-1511) (trad. Álvaro Ribeiro)
[XI]
"(...) O próprio pai dos deuses e rei dos homens que com um olhar faz tremer o Olimpo, tem que pôr de lado o raio trífido e o vulto titânico com que aterroriza todos os deuses, tem que usar de máscara, como um pobre comediante, quando lhe apetece... fazer o que faz com frequência... procurar ser pai. Os estóicos presumem de proximidade com os deuses. dai-me um que seja três, quatro ou, se quiserdes, mil vezes mais estóico do que todos os estóicos juntos; neste caso, talvez não consiga que ele corte a barba, insígnia da sapiência também comum ao bode; mas terá que alisar as sobrancelhas, desenrugar a fronte, abandonar os dogmas inflexíveis, atrever-se a dizer inépcias e a fazer tolices. Em suma, é a mim, só a mim, que recorrerá o sábio quando quiser ser pai. E porque não hei-de falar abertamente convosco, como é meu costume? Pergunto: é com a cabeça, com a face, com o peito, com as orelhas, com as partes do corpo denominadas honestas, que os deuses e os homens procriam? Não é. A propagatriz do género humano é uma parte do corpo tão estulta e tão ridícula, que não pode ser nomeada sem riso. (...)" |
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2016-06-12
Elogio da Loucura (p.21)
2016-06-09
Elogia da Loucura (p.8)
| Erasmo de Roterdão Stultitiae Laus (1509-1511) (trad. Álvaro Ribeiro)
[na dedicatória]
"(...) proclamarão que pretendo ressuscitar a comédia antiga e o estilo de Luciano, para assim morder em toda a gente. E na verdade, os que se ofendem com a leveza e jocosidade do argumento, deveriam cogitar em que o invento não é meu, antes provém de grandes autores. (...)" |
2015-06-12
A Vida e Opiniões de Tristram Shandy (p.460-461)
| Laurence Sterne The Life and Opinions of Tristram Shandy, Gent. (1759-1761) (trad. Manuel Portela)
"Se eu tivesse a oportunidade, como Sancho Pança, de escolher o meu reino, não seria um reino marítimo--ou um reino de escravos para fazer bom dinheiro--não, seria um reino cheio de súbditos a rir com vontade: E como as paixões mais biliosas e saturninas, ao criarem desordens no sangue e nos humores, têm tido tão má influência, pelo que vejo, tanto sobre o corpo político, como sobre o corpo natural--e como nada a não ser o hábito da virtude pode governar completamente aquelas paixões, e sujeitá-las à razão----acrescentaria aos meus votos--que Deus concedesse aos meus súbditos a graça de serem tão SÁBIOS como eram ALEGRES; e eu haveria de ser então o mais feliz monarca, e eles o povo mais feliz debaixo do céu----"
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2014-05-02
Through The Wild Blue Wonder (p.25)
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