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2015-11-14

Natural vs. Artificial

natural

na.tu.ral - [nɐtuˈraɫ]
adjectivo de 2 géneros
1. da natureza ou a ela respeitante
2. produzido pela natureza ou regulado pelas suas leis
3. que existe na natureza
4. que nasce com o indivíduo; inato
5. segundo o uso ou a norma; normal
6. próprio; peculiar; inerente
7. que não tem artifício; espontâneo; não constrangido; simples
8. que não é conseguido artificialmente; genuíno
9. que não tem mistura; puro
10. diz-se da bebida que está à temperatura ambiente
11. originário; oriundo
12. presumível; verosímil; provável

nome de 2 géneros
pessoa que nasceu num dado lugar ou país; indígena

nome masculino
1. maneira de ser; índole; carácter
2. aparência ou forma apresentada pela natureza
3. aquilo que é conforme à natureza
4. qualidade do que é simples e sem artifício

ao natural
de acordo com a própria natureza, sem alteração

artificial

ar.ti.fi.ci.al - [ɐrtifiˈsjaɫ]
adjectivo de 2 géneros
1. que se faz por arte ou indústria; produzido pelo homem
2. postiço
3. que não é natural; afectado
4. dissimulado; fingido

natural in Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-11-14 08:45:00]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/natural
artificial in Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-11-14 08:45:00]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/artificial

2015-07-09

Obra Poética (p.191)

António Gedeão
Obra Poética [Novos Poemas Póstumos] (1990-2001)

"Poema de ser natural

Tranquilamente o Sol penetra no meu quarto.
Mas porque não havia o Sol de penetrar
no meu quarto,
se o caminho está livre e nada se lhe opõe?
Estranho seria que o Sol atravessasse
as paredes de pedra e de cimento
do meu quarto,
mas se o Sol atravessasse as paredes de pedra e de cimento
[do meu quarto,
já não seria estranho,
seria simplesmente natural.

É assim como o melro da porteira
que canta enquanto escrevo.
Mas porque não havia de cantar o melro da porteira
se é seu dever cantar?
Cumpre o melro o seu fado, e eu cumpro o meu.
Estranho seria, sim, que fosse eu a cantar,
e ele, o melro, a escrever com a ponta do bico.
Mas se o melro escrevesse com a ponta do bico
e eu cantasse,
já não seria estranho,
seria simplesmente natural.

Assim sou eu, o Sol, o melro, e tudo o mais.
Tudo, conforme é, é natural,
e para tudo isso os sábios fazem leis
e os crentes pasmam da obra do Senhor. "