| Erasmo de Roterdão Stultitiae Laus (1509-1511) (trad. Álvaro Ribeiro)
[VI]
"(...) julgam preclaro imiscuir no discurso latino algumas palavras gregas, compor um mosaico que nem sempre vem a propósito. À falta de palavras exóticas, vão buscar quatro ou cinco fórmulas arcaicas aos pergaminhos pútridos, ofuscando com trevas os olhos do leitor, para que assim os entendedores mais orgulhosamente se deleitem e para que os ignorantes tanto mais admirem quanto menos compreendam. Pois é bem certo que todos encontram prazer no que lhes é mais alheio e distante. A vaidade está nisso interessada; riem, aplaudem, movem as orelhas como o asno que quer desse modo mostrar que compreendeu: (...)" |
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2016-06-11
Elogio da Loucura (p.17)
2015-08-08
D. Quixote de la Mancha (vol.I, p.382-383)
| Miguel de Cervantes Saavedra D. Quixote de la Mancha (1605) (trad. Aquilino Ribeiro)
"Acometeu-a então pela lisonja, exaltando-lhe a formosura, pois que não há coisa que mais depressa renda e abata as torres ameadas da vaidade numa mulher que a mesma vaidade servida por uma linguagem inteligente. (...)
Admira que Camila sucumbisse?! Admira que a amizade de Lotário desse em droga?! Sirva o exemplo para comprovar que a única maneira de vencer o amor é fugir-lhe, sendo temeridade travar luta peito a peito com tão poderoso inimigo, visto ser preciso para vencer opor às suas forças humanas forças divinas." |
2014-09-24
A Montanha Mágica (p.619)
| Thomas Mann Der Zauberberg (1924) (trad. Herbert Caro)
"(...) A vaidade não possui grande envergadura, e a grandeza não é vaidosa. (...)"
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