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2015-09-19

Real vs. Ideal

real

re.al - [ˈʀjaɫ]
adjectivo de 2 géneros
1. que existe de verdade; que não é imaginário; verdadeiro; efectivo
2. que é relativo às coisas (bens) e não às pessoas
3. que considera as próprias coisas e não os termos que as exprimem
4. ECONOMIA (valor) que foi corrigido do efeito da inflação, deflacionado
nome masculino
tudo o que existe efectivamente

função do real PSICOLOGIA
operação psíquica, perturbada em certos casos de psicastenia e de esquizofrenia, pela qual se constitui o sentimento da realidade dos objectos do mundo exterior e a adaptação dos actos e do pensamento a essa realidade e ao momento presente

número real MATEMÁTICA
número racional ou irracional, número complexo real (por oposição a imaginário)

ideal

i.de.al - [iˈdjaɫ]
adjectivo de 2 géneros
1. que constitui uma ideia ou a determinação de uma ideia
2. espiritual
3. que não existe na realidade; imaginário; quimérico; fantástico
4. perfeito
5. exemplar; modelar
6. melhor
nome masculino
1. princípio ou valor que se defende e em que se acredita
2. aspiração mais elevada
3. modelo
4. perfeição; sublimidade

gás ideal FÍSICA
gás cujo comportamento estaria de acordo com as leis de Boyle-Mariotte (R. Boyle, físico e químico irlandês, 1627-1691, E. Mariotte, físico francês, 1620-1684) e de Gay-Lussac (J. L. Gay-Lussac, físico e químico francês, 1778-1850), o que exigiria moléculas pontuais perfeitamente elásticas e ausência de atracção mútua entre elas

real in Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-09-19 08:45:00]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/real
ideal in Dicionário da Língua Portuguesa sem Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. [consult. 2015-09-19 08:45:00]. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa-aao/ideal

2015-07-30

D. Quixote de la Mancha (vol.I, p.269)

Miguel de Cervantes Saavedra
D. Quixote de la Mancha (1605)
(trad. Aquilino Ribeiro)


"- (...) Ficarás sabendo, Sancho, se o não sabes, que duas coisas instigam a amar mais que quaisquer outras: a grande formosura e a boa fama. Estas qualidades se acham em sublimado grau em Dulcineia. Em beleza, com efeito, está para nascer a que lhe preleve; e, quanto à boa fama, ninguém lhe mordeu na honra. Para concluir, imagino que tudo o que digo é assim, sem que sobeje nem falte coisíssima nenhuma, e pinto-a na minha imaginação, ao sabor do meu bem-querer, tanto no que diz respeito aos dotes físicos como ao lustre do seu nascimento, por forma que não lhe chega Helena, nem a iguala Lucrécia, nem beldade nenhuma das idades pretéritas, grega, latina ou bárbara. E diga cada um o que lhe apetecer. Se por este meu modo de pensar for repreendido pelos ignorantes, não serei ao menos castigado pelos sábios."

2014-11-11

O Jogo das Contas de Vidro (p.21)

Hermann Hesse
Das Glasperlenspiel (1943)
(trad. Carlos Leite)


"(...) A vitória pesa mais do que as incontáveis vítimas? A ordem actual da nossa vida espiritual é bastante perfeita e durará o suficiente para que todos os sofrimentos, convulsões e monstruosidades, desde os processos e as fogueiras por heresia até ao destino de muitos «génios» que acabaram na loucura ou no suicídio, nos apareçam como um sacrifício cheio de sentido? Tal não nos é permitido perguntar. (...)"

2014-09-28

A Montanha Mágica (p.732)

Thomas Mann
Der Zauberberg (1924)
(trad. Herbert Caro)


"(...) Quem não é capaz de arriscar a vida, o braço, o sangue, na defesa de uma ideia não é digno dela, e trata-se de ser homem, por mais espiritualista que se seja."

2014-05-25

A Misteriosa Chama da Rainha Loana (p.232)

Umberto Eco
La Misteriosa Flamma Della Regina Loana (2004)
(trad. Simonetta Neto)


"(...) Devia certamente ter formado, através das muitas imagens que me tinham enlevado, uma figura ideal: se pudesse ter à minha frente todos os rostos das mulheres que amara, poderia tirar deles um perfil arquetípico, uma Ideia nunca alcançada mas perseguida ao longo de toda a vida. (...)"

2014-04-05

Por Quem os Sinos Dobram (p.164)

Ernest Hemingway
For Whom the Bell Tolls
(1940)
(trad. Monteiro Lobato)


"(...) Caminha-se a vida inteira com uma ideia, certo de que ela significa alguma coisa e por fim verifica-se que ela não significa nada. Acredita-se numa coisa que nunca se conhecerá bem. (...)"