| Jostein Gaarder Sofies Verden (1995) (trad. Catarina Belo)
"- Já alguma vez pensaste porque é que vivemos?
- Ah, tu nunca desistes. - Não, porque desta vez sei a resposta. Neste planeta vivem homens para que alguém possa dar um nome às coisas." |
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2016-03-09
O Mundo de Sofia (p.110)
2015-08-28
D. Quixote de la Mancha (vol.II, p.46)
| Miguel de Cervantes Saavedra D. Quixote de la Mancha (1605) (trad. Aquilino Ribeiro)
"(...) cada verso havia de começar por uma letra de modo a que, juntando todas as primeiras letras de cima para baixo, se pronunciasse o nome dela: Dulcineia de Toboso.
(...) Não sendo assim, ela será como as mais, que não há mulher que acredite que lhe são consagrados versos." |
2015-02-28
A Obra ao Negro (p.131)
| Marguerite Yourcenar L'Oeuvre au Noir (1968) (trad. António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes)
"(...) Sebastião Théus era um nome falso, mas o seu direito ao nome Zenão não era dos mais claros. Non habet nomen propriem: era um daqueles que nunca deixam de se espantar pelo facto de terem nome, como espantoso é também passar-se frente a um espelho e verificar-se que se tem um rosto e que é exactamente esse e não outro. A sua existência era clandestina e submetida a várias coacções: sempre assim o tinha sido. Calava os pensamentos que lhe eram mais caros, mas desde longa data que se convencera de que é tolo todo aquele que se expõe por mor das suas ideias, quando é tão fácil deixar os outros servirem-se das goelas e da língua para fabricarem sons. (...)"
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2015-02-12
A Obra ao Negro (p.53)
| Marguerite Yourcenar L'Oeuvre au Noir (1968) (trad. António Ramos Rosa, Luísa Neto Jorge e Manuel João Gomes)
"(...) Pouco a pouco, contudo, foi Zenão deixando de ser, para eles, uma pessoa, um rosto, uma alma, um homem vivo, algures, num ponto da circunferência do mundo; ia-se tornando um nome, ou menos do que isso, uma etiqueta fanada sobre um bocal, onde lentamente apodreciam algumas memórias, incompletas e mortas, do seu próprio passado. Ainda falavam nele. Na verdade, olvidavam-no."
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2015-02-05
Um, Nenhum e Cem Mil (p.157)
| Luigi Pirandello Uno, Nessuno e Centomila (1926) (trad. Maria Jorge Vilar de Figueiredo)
"Nenhum nome. Nenhuma recordação, hoje, do nome de ontem; nenhuma recordação, amanhã, do nome de hoje. Se o nome é a coisa; se um nome é, dentro de nós, o conceito de tudo o que existe fora de nós; se sem nome não se possui o conceito e a coisa permanece em nós como que cega, não distinta e não definida; pois bem, o nome que eu usei entre os homens, que cada um o grave, como uma epígrafe funerária, na fronte da imagem com que lhes apareci, e a deixe em paz e não se fale mais nisso. Não passa disto, de uma epígrafe funerária, um nome. Fica bem aos mortos. A quem acabou. Eu estou vivo e não acabo. A vida não acaba. A vida não sabe nomes. Esta árvore, hálito trémulo de folhas novas. Eu sou esta árvore. Árvore, nuvem; amanhã, livro ou vento: o livro que leio, o vento que bebo. Fora de mim, vagabundo."
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2014-07-14
As Intermitências da Morte (p.78)
| José Saramago As Intermitências da Morte (2005)
"(...) as palavras são rótulos que se pegam às cousas, não são cousas, nunca saberás como são as cousas, nem sequer que nomes são na realidade os seus, porque os nomes que lhes deste não são mais do que isso, os nomes que lhes deste, (...)"
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