| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha)
"(...) Existem famílias e intelectos nobres: escolhe aquela pela qual queres ser adotado, e não herdarás só o nome, mas também todos os bens dela. Bens que não terás de guardar miseravelmente: eles crescerão à medida que forem partilhados e guiar-te-ão à imortalidade, a alturas onde ninguém jamais foi rebaixado. Esta é a única maneira de prolongar a mortalidade — até que converta em imortalidade. (...)"
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2025-08-27
Sobre a Brevidade da Vida (p. 29)
2025-08-26
Sobre a Brevidade da Vida (p. 27)
| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha)
"De toda a gente, só aqueles que se dedicam à filosofia estão realmente descansados, sé eles vivem de verdade. Não só pelo controlo que têm sobre o tempo em que se inserem, mas porque lhe juntam toda a eternidade. Todo o tempo que passou é acrescentado ao deles. A menos que sejamos muito ingratos, todos aqueles que fundaram diferentes crenças e filosofias nasceram para nos servir e para nos preparar caminhos que possamos seguir na vida. Pelo trabalho pesado de outros, são-nos trazidos conhecimentos das trevas para a luz. (...)"
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2025-08-25
Sobre a Brevidade da Vida (p. 19)
| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha)
"Pode haver alguém mais imbecil do que aquele que se gaba da prudência? Mantêm-se oficiosamente ocupados a tentar melhorar a vida; passam o tempo a organizar o tempo. Fazem planos a longo prazo; porém, adiar fazer é o maior desperdício de todos: consome dia após dia, nega-nos o presente ao prometer o futuro. O maior obstáculo na vida é a esperança, que se empoleira no amanhã e deixa fugir o agora. Tentam manipular o que está nas mãos do Destino e abandonam o que sempre esteve nas suas. (...)"
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2025-08-24
Sobre a Brevidade da Vida (p. 11)
| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha)
"(...) Vivemos como que destinados a viver para sempre; nunca nos ocorre a nossa própria fragilidade; não nos damos conta do tempo que passa, mas gastamo-lo como se tivéssemos provisões inifinitas — no entanto, o dia em que decides dedicar-te a alguém ou a alguma coisa pode ser o teu último. Agimos como mortais perante tudo o que tememos e como imortais perante tudo o que cobiçamos. (...)"
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2025-08-23
Sobre a Brevidade da Vida (p. 7-8)
| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha)
"(...) Não é que tenhamos pouco tempo para viver, a verdade é que dele desperdiçamos muito. A vida é longa que baste, e foi-nos dada uma quantidade generosa para que possamos realizar todas as nossas conquistas, caso todo este tempo seja devidamente investido. Mas quando desperdiçamos o tempo em ostentações imprudentes e em atividades descuidadas, somos forçados, por fim, a perceber, perante o horizonte da nossa morte, que ele nos fugiu sem que nos déssemos conta de que se estava a esgotar. Assim é: não nos é dada uma vida curta, nós fazemo-la curta. (...)"
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