| Séneca De brevitate vitae (49) (trad. Romão Cunha) De Consolatione ad Helviam Matrem (42-43)
[Consolação a Hélvia]
"(...) nenhuma quantidade de líquido satisfará aquele cuja sede não se deve à falta de água, mas sim a uma febre interna; pois não é de sede que se trata, mas sim de uma doença. Este excesso não é peculiar à gula e à ganância. Esta é a natureza dos desejos que o vício, não a indigência, gera: todos os alimentos que consomem, longe de os satisfazer, apenas aumentam a sua intensidade. Por isso, o homem que se contiver dentro dos limites estabelecidos pela natureza não notará a pobreza; o homem que exceder esses limites será perseguido pela pobreza, por mais rico que seja. (...) É a alma que nos traz riqueza; segue o homem no exílio; e, nos desertos mais terríveis, desde que encontres algo que sustente o corpo, desfruta dos teus próprios bens e banha-te na abundância. (...)" |
2025-08-28
Sobre a Brevidade da Vida (p. 56)
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