2025-08-29

Sobre a Brevidade da Vida (p. 59)

Séneca
De brevitate vitae (49)
(trad. Romão Cunha)
De Consolatione ad Helviam Matrem (42-43)


[Consolação a Hélvia]

"(...) «Se resistirdes a qualquer dos golpes da sorte; não vos faltará força contra todos eles. Quando a virtude endurece a mente, torna-a invulnerável a ataques vindos de qualquer lado. Se a ganância, a praga mais feroz da raça humana, relaxa o aperto, a ambição não se interporá no caminho. Se encarardes o vosso último dia não como um castigo, mas como uma lei da natureza, no peito da qual foi banido o pavor da morte, nenhum medo se atreverá a entrar. Se considerardes que o desejo sexual foi dado ao ser humano não por prazer, mas para a propagação da raça, uma vez livre desta paixão violenta e destrutiva que se enraíza nas vísceras, todos os outros desejos vos deixarão em paz. A razão não se apodera dos vícios um por um, mas de todos ao mesmo tempo: a vitória é final e absoluta.» (...)"

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